Um olhar à Semana de Tecnologia Metroferroviária

Por Juliana Rosa Rebelo

Recentemente participei pela primeira vez da organização da Semana de Tecnologia Metroferroviária. Desde que ela terminou, pensei em escrever um pouco das minhas percepções sobre o evento, sem grandes pretensões, apenas por que, como parte desse grupo, acho importante essa reflexão sobre o nosso trabalho. Essas percepções são de uma pessoa leiga no assunto, mas que teve que aprender, quase que na marra, um pouco sobre esse mundo, tão fascinante e complexo, diga-se de passagem.

O assunto ‘Trilhos, Metrôs, Ferrovias, Trens e etc.” conectou pessoas do Brasil e do mundo. Pude perceber questões que passam despercebidas pelas pessoas que são apenas usuárias do metrô e trens. Uma é perceber como tem gente envolvida para que as coisas aconteçam no transporte sobre trilhos! Quantas pessoas, empresas e entidades têm foco voltado para o desenvolvimento e expansão dessa rede. Sobretudo e curiosamente pensei que ainda não temos trilhos que liguem todas as cidades brasileiras e, muito menos o Brasil a outros países mesmo que sejam vizinhos, pelo menos não fisicamente, mas a Semana de Tecnologia Metroferroviária faz exatamente isso.

Metaforicamente, podemos dizer que os trilhos conectam sim o Brasil ao mundo, ainda que propondo debates, melhorias e avanços, troca de conhecimentos e de experiências, mas conectam. E isso me faz olhar todo o nosso esforço com outros olhos. Há um propósito em tudo que fazemos. E isso é realmente gratificante.

Apesar de se tratar de um evento extremamente técnico, vejo algo quase que poético nessa conexão, e pessoalmente acho que isso é o que dá um toque especial ao evento.

Juliana Rosa Rebelo tem 29 anos e é estudante de Engenharia de Produção. Atualmente exerce o cargo de Coordenadora de Eventos na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP