Pedro Machado afirma que AEAMESP é exemplo de trabalho colaborativo, em linha com as tendências atuais, que exigem cooperação entre organizações e entre profissionais

Pedro Machado, engenheiro, presidente da AEAMESP

Em discurso proferido no encerramento da 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, o presidente Pedro Machado enfatizou que AEAMESP vem se consolidando como um exemplo de exercício de trabalho colaborativo, “em linha com as tendências da nossa época, que exige cooperação entre organizações e entre profissionais”.

Ele frisou que somente dessa forma foi possível construir nesta 23ª Semana de Tecnologia um evento com mais valor agregado na programação a partir de um orçamento muito menor do que no ano anterior.

De acordo com Pedro Machado, a AEAMESP e as outras organizações do setor deram “passos decisivos rumo à construção de um fórum único, reunindo os profissionais de metrô, trens urbanos ferrovias de carga e de passageiros”. E que esse exemplo deixa patente a necessidade de união no setor para assegurar o estabelecimento de planos de estado, “que garantam a continuidade de investimentos e assim, a certeza de sua implementação ao longo do tempo”.

AGRADECIMENTOS

Pedro Machado abriu seu pronunciamento agradecendo a todos que cooperaram para a concretização da 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, em especial os associados, parceiros e patrocinadores.

Disse que, com o final dos trabalhos, foi possível ver que o evento deixou um legado significativo: “Aprendemos muito, com dezenas de trabalhos técnicos, que nos evidenciaram soluções e respostas. Encantamo-nos com a força da juventude, que não se amedronta diante de desafios e dos riscos. Sentimo-nos reconfortados com a sabedoria e a liderança da maturidade, que assenta sua atitude sobre os pilares da experiência e da inteligência”.

O dirigente fez uma menção especial às mulheres: “Maravilhamo-nos sobremaneira com a firmeza, a criatividade e a capacidade femininas; vimos aqui vários exemplos de mulheres à frente de iniciativas repletas de êxito”.

E prosseguiu: “Pudemos mais uma vez conviver com pioneiros, que há várias décadas iniciaram esta nossa caminhada e que ainda hoje nos inspiram. E recebemos amigos do exterior, que nos emprestam o entendimento que extraem de suas múltiplas vivências e conseguem apontar aspectos que não reconhecemos em nós mesmos”.

SIGNIFICADO DESTA EDIÇÃO

Pedro Machado disse que a 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária assumiu “um duplo caráter”; inicialmente, por reiterar o sucesso desse congresso anual, mas, também, por sinalizar mudanças que fortalecem o encontro.

Ele mencionou a programação de nove painéis sobre algumas das questões mais relevantes do setor, citando como exemplo o tema do cinquentenário da Pesquisa Origem-Destino de São Paulo, referência nacional e internacional desse tipo de trabalho. E também aludiu às sessões técnicas em que seriam apresentados 65 trabalhos.

Na segunda metade do pronunciamento, chamou a atenção para o fato de a Semana de Tecnologia ter assumido neste ano a característica de “um evento aglutinador de outros eventos, realizados junto com importantes entidades parceiras e com participação internacional”.

Mencionou inicialmente o fato de a AEAMESP ter conseguido efetivar uma mudança significativa: trazer a Semana de Tecnologia para o Campus Vergueiro da Universidade Paulista – UNIP. E disse que essa universidade acredita nos propósitos da AEAMESP e prestigia a entidade, “dentro de uma parceria que já está sendo profícua e que se espera duradoura”.

Pedro Machado citou um a um todos os eventos previstos para acontecerem no mesmo ambiente da Semana de Tecnologia e  que acabaram sendo realizados com pleno êxito: a reunião da Comissão Metroferroviária, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); a solenidade de entrega do 4º Prêmio ANPTrilhos-CBTU – Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários; a 44ª Reunião do GPAA – Grupo Permanente de Autoajuda na Área de Manutenção Metroferroviária; o Seminário de Infraesetrutura de Transporte Ferroviário, organizado em parceria com o BNDES e com a FIESP e a sessão técnica dedicada a apresentações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio do seu CB-006 – Comitê Brasileiro Metroferroviário.

Mencionou ainda as duas conferências internacionais de abertura do encontro – a cargo, respectivamente. de Oliver Wittki, da Deutsche Bahn, e do especialista francês Etienne Lhommet, este, convidado por meio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O presidente da AEAMESP citou ainda duas ações de intercâmbio internacional. Uma delas foi a realização de um painel com a participação da Divisão América Latina, da União Internacional de Transportes Públicos (UITP) e também um painel sob responsabilidade da Associação Latino-Americana de Metrôs e Subterrâneos (ALAMYS) incluindo o lançamento da política dessa entidade para o desenvolvimento do transporte metroferroviário na América Latina.

A outra foi um painel com o lançamento do Guia de Mobilidade, produto de uma parceria entre o BNDES, o Ministério das Cidades e o banco de fomento alemão KFW, publicação que tem como propósito auxiliar os municípios no processo de decisão modal, quando forem elaborar novas propostas de empreendimento de mobilidade urbana. E a apresentação do Guia de Boas Práticas – Quem paga o quê no transporte urbano – uma publicação produzida pela organização global Cooperação para a Mobilidade Urbana no Mundo em Desenvolvimento (CODATU), que focaliza todas as etapas do financiamento do transporte público. Clique e acesse o livro.

No final, o dirigente da AEAMESP afirmou: “Tudo isso e muito mais que teremos nestes dias reforça o fato de que a Semana de Tecnologia Metroferroviária se consolida como um autêntico fórum de discussão e interação dos profissionais dos segmentos de metrôs e trens urbanos, bem como de ferrovias de cargas e de passageiros”.