Descrição: Para que a operação logística mantenha seu desempenho ótimo, é necessário que os ativos se mantenham funcionais. Este objetivo é alcançado com a estruturação de uma política de manutenção adequada. Esta política deve garantir a disponibilidade dos equipamentos, a confiabilidade e segurança da operação com o menor custo possível. O método de data calendário não é o melhor modelo para a indicação dos ativos para manutenção, pois é susceptível a tomada de decisões equivocadas durante a priorização de quais vagões necessitam de intervenção. Como por exemplo fazer manutenção em um vagão sem falhas, de fluxos de baixa produção que não degrada os ativos, ativos de reserva estratégica, etc. Para conseguirmos um salto na confiabilidade um grande aumento na performance dos componentes (menores taxas de desgaste), iniciou-se um processo de benchmarking em ferrovias brasileiras e norte americanas, que culminou na implantação de equipamentos Wayside na VLI para mudança da estratégia de manutenção. Wayside são equipamentos de monitoramentos de sistemas em ativos ferroviários, especialmente vagões. Os equipamentos de monitoramento podem ser divididos em reativos ou preditivos Sistemas Reativos detectam falhas já presentes no veículo. Estes normalmente não podem ser utilizados em cálculos de tendência, porém ajudam a proteger os sistemas de danos mais severos. Sistemas preditivos detectam o avanço de avarias no sistema. Estes equipamentos podem ser utilizados em cálculos de tendência, de forma a manutenir o ativo antes que a falha ocorra. O sistema é capaz de dizer quais componentes podem estar danificados de acordo com o tipo de alarme. A partir do estudo dos alarmes dos equipamentos, indicação dos ativos e check detalhado na oficina, foi possível avaliar quais os componentes tem maiores índices de falha e que deveriam ser substituídos em manutenções preventivas. A última etapa do projeto foi revisar a estratégia de manutenção de vagões adotando a quilometragem percorrida pelo ativo, número de falhas e alarmes do Waysides para priorizar os ativos para manutenção com base em sua performance real. Com isso conseguimos melhorar a confiabilidade de nossos ativos e reduzirmos os impactos nas malhas ferroviárias da VLI e de nossas parceiras.
AUTORES:
Gustavo Barros Castro – VLI
Breno Delgado Silva

