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1 de novembro de 2019 por admin

T22 – Sistema de ventilação primária e extração de fumaça da linha 4 do metrô do rio de janeiro – Natália Pereira – Metrô Rio

T22 – Sistema de ventilação primária e extração de fumaça da linha 4 do metrô do rio de janeiro – Natália Pereira – Metrô Rio
1 de novembro de 2019 por admin

Descrição:

Na execução de uma estação de metrô existem muitos desafios. No caso da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, um dos desafios foi a configuração de tuneis singelos, os denominados bitúneis, em um trecho coberto por morros rochosos, entre as estações Antero de Quental e São Conrado, e entre esta última e a terminal Jardim Oceânico. Esta geografia peculiar dificulta a construção de blocos de ventilação ao longo dos túneis, com acesso à área externa, que muitas vezes são utilizados como saídas de emergência. A solução de projeto foi a criação de salas que interligassem um túnel singelo ao outro ─ as chamadas passagens de emergência. Estas salas permitem a evacuação segura dos passageiros e funcionários até a estação mais próxima e, então, para a rua.

Transformar rocha e morros em uma linha de metrô, com túnel e estações, trouxe uma série de obstáculos de projeto. Foram necessários cálculos de dimensionamento do sistema de ventilação primária, que atendessem sua concepção: 5 estações com interligação do sistema, contendo blocos de insuflação da estação; blocos de exaustão da estação e porão de cabos; blocos de exaustão do túnel, além de jatos ventiladores ao longo dos bitúneis e as passagens de emergência. A implantação desse sistema de ventilação primária passou por muitas interfaces com outros sistemas, sendo a principal e de maior influência na implantação civil e de automação.

Um túnel com aproximadamente 2km e outro de 6 km, sem ligação com a superfície, nos levaram à busca de uma solução para manter e garantir a segurança dos passageiros e funcionários durante toda a operação. Equipamentos modernos e inovadores foram utilizados nesse projeto. A comprovação deste resultado é o reconhecimento da operacionalidade do sistema quando demandado, verificado em simulações e testes de extração de fumaça. Além das interfaces de projeto, as interações com a as áreas operacionais foram primordiais. O acionamento dos programas de extração de fumaça possui interligação entre as estações, demandando mais de uma no procedimento de extração, e o entendimento de quem vai acionar é fato decisivo para o sucesso da operação do sistema. Treinamentos e simulações contaram com a participação e interação de varias áreas da empresa, sempre com o foco na segurança operacional para garantir o conforto e integridade dos passageiros.

Declaro que o presente trabalho é inédito, não tendo sido publicado em livro, revistas especializadas ou na imprensa em geral.

Natália Gonçalves Da Silva Pereira
Engenheira Mecânica pela Universidade Federal Fluminense – UFF, com pós-graduações em Gerenciamento de Projetos e Engenharia Metroferroviária, tem mais de 10 anos de experiência em empresas de grande porte.
Atualmente, é Engenheira Sênior da área de Projetos do MetrôRio.

Artigo

Apresentação

Síntese

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