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1 de novembro de 2019 por admin

T57 – Gestão de processos de inundação, enchentes e movimentação de solo na ferrovia – Conrado Souza – CPTM

T57 – Gestão de processos de inundação, enchentes e movimentação de solo na ferrovia – Conrado Souza – CPTM
1 de novembro de 2019 por admin

Descrição:

As ferrovias da RMSP, assim como as demais ferrovias nacionais, foram precursoras da ocupação territorial e formação das cidades. Na época de sua implantação, a escolha locacional recaia nos fundos de vales e planícies das margens de rios, por apresentarem características de relevo favoráveis às tecnologias existentes. Consequentemente, a ferrovia está naturalmente susceptível a processos de inundação, enchente e movimentação de solo, que se intensificam com o desenvolvimento urbano.

Ao longo dos anos o tema vem sendo tratado pela companhia apenas de forma reativa, pontual e descentralizada, com isso, as soluções adotadas, muitas vezes, não se mostram efetivas ao longo do tempo, implicando no retorno/recorrência dos eventos.

Os eventos geodinâmicos possuem relevâncias distintas ao longo da malha ferroviária, em função da localização, frequência, magnitude e impactos, sob a perspectiva operacional e socioeconômica. Por isso, faz-se necessário uma abordagem que considere o contexto da inserção da ferrovia nos meios físico, social e urbano e que possa orientar a atuação, seja em ações internas ou na atuação articulada com outras instâncias da gestão pública.

A proposta de alteração na gestão do assunto é suportada pela utilização de um Sistema de Informações Georreferenciadas (SIG) por meio de banco de dados corporativos que permite a espacialização das ocorrências, sua qualificação e monitoramento de eventos, bem como o cruzamento destes dados com outras informações que permitem uma análise espacial integrada subsidiando a tomada de decisão.

Este banco de dados contém o mapeamento de informações sobre ocorrências de processos morfodinâmicos associados à malha ferroviária, com base em relatórios de áreas operacionais e dados secundários de ocorrências localizadas no entorno.

Para subsidiar a compreensão dos eventos, seu contexto e riscos associados, o mapeamento supracitado é associado a dados georreferenciados da rede hídrica da RMSP, incluindo a delimitação das bacias hidrográficas que interceptam a ferrovia, das características geológica-geotécnicas, geomorfológicas, e de uso e ocupação do solo em uma área de influência da ferrovia. Além disso, foram mapeados os projetos de macrodrenagem associados às bacias interceptadas, o que permite a identificação previa de ações em âmbito municipal e estadual que possam ter efeito sobre a faixa ferroviária.

O domínio destes dados permite atuar na gestão do tema em duas vertentes:

Na vertente reativa, propõe-se a atuação em processos deflagrados, a partir de análise qualitativa cujos critérios consideram os riscos à circulação ferroviária e de acidentes, e permitem categorizar as ocorrências em alta, média e baixa prioridade.

Na vertente proativa, a atuação baseia-se na análise da suscetibilidade do terreno a ocorrências de processos geodinâmicos a partir das características do meio físico e de ocupação urbana, subsidiando a categorização das áreas em alta, média e baixa suscetibilidade e permitindo atuação preventiva.

As ferramentas e critérios apresentados permitem uma visão integrada dos processos geodinâmicos, capaz de orientar as tomadas de decisões quanto à priorização de ações e direcionamento dos investimentos em estudos técnicos, obras de engenharia e demais esforços, seja por meio da atuação especifica da CPTM ou de ações integradas com agentes externos envolvidos, garantindo a segurança operacional da ferrovia e sua melhor integração com seu suporte ambiental.

Declaramos que o presente trabalho é inédito, não tendo sido publicado em livro, revistas especializadas ou na imprensa em geral.

Conrado Blanco de Souza
Arquiteto e Mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP, Arquiteto da Gerencia de Território e Regularização Fundiária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – GPR/CPTM

Marcella Luz Mendes Dionello Fusco
Engenheira ambiental pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, atua como engenheira na Gerencia de Meio Ambiente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM

Danilo Gonçalves de Araújo Amorim
Geólogo e Mestre em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, atua como Analista de Transportes na Gerência de Meio Ambiente na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM

Delson Lapa
Gerente de Meio Ambiente da CPTM – Fev. 2019 até o momento
Gerente de Meio Ambiente da SPTRANS – Fev. 2017 a Fev. 2019
Diretor de Obras da Secretaria de Mobilidade e Transporte da Prefeitura de São José dos Campos/SP – Ago. 2015 a Dez. 2016
Superintendente de Planejamento e Meio Ambiente da SPOBRAS – Jan. 2013 a Ago. 2015

Artigo

Apresentação

Síntese

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Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô

Rua do Paraíso, 67 – 2º andar – conj. 23 – Paraíso – São Paulo – CEP:04103-000

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