
Em reportagem de Cristine Gentil com fotos de Maria Luiza Munhoz, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metro-DF) anuncia que o Projeto Guarda-Chuva Compartilhado volta a beneficiar passageiros no período das chuvas na capital federal.

Estão sendo usados no projeto 125 guarda-chuvas, que foram esquecidos nos trens e nas estações e que não foram recolhidos no prazo de 180 dias. Pela norma do Metrô-DF, esse é o período em que um objeto esquecido pode ficar armazenado no Posto Central de Objetos Achados e Perdidos (PCOAP), localizado na Estação Galeria dos Estados. Depois, ele pode ser doado, reciclado ou direcionado para descarte ambientalmente correto.
Os recipientes com os guarda-chuvas ficam expostos em local visível em três estações: Terminal Samambaia, Ceilândia Centro e Galeria.

COORDENAÇÃO E CAMPANHA
O projeto foi coordenado pela Gerência de Projetos Especiais do Metrô-DF e recebeu apoio da Fábrica Social, programa da Secretaria de Trabalho do Distrito Federal, que identificou os guarda-chuvas com a serigrafia das marcas do Metrô-DF e da Fábrica.

O projeto é acompanhado de uma campanha educativa, com peças gráficas e vídeo, que serão exibidos nos monitores de TV dos trens e estações, no site e nas redes sociais. Com humor, a campanha é inspirada em cena do filme Between Showers (traduzido como Dia Chuvoso), protagonizado pelo personagem Carlitos, criado ainda na época do cinema mudo pelo ator e diretor Charles Chaplin.
Letícia Divina, gerente de Projetos Especiais, explica que a ideia é chamar a atenção para a necessidade de compartilhar o objeto. Ou seja, usar e depois devolver nas estações para que outros passageiros também possam se beneficiar. “Além disso, é importante alertar para que as pessoas busquem seus objetos perdidos no Metrô-DF”.

O projeto foi concebido a partir de uma ideia da agente de estação Maria de Lourdes Galvão, que, há mais 20 anos, trabalha no PCOAP. Guarda-chuvas são um dos itens mais esquecidos nas estações e trens do Metrô. Acostumada a ver tantos objetos amontoados e sem destinação, ela deu a ideia de colocá-los à disposição da população para que vários usuários tenham a chance de compartilhá-los.
“Como o guarda-chuva é um objeto barato, as pessoas não voltavam para buscar e eu via muita gente esperando passar a chuva pra ir pra casa; então pensei em devolver ao usuário o que era dele. Nosso objetivo não é doar as coisas perdidas, mas devolvê-las. Essa foi a melhor forma de devolver, deixar disponível para que as pessoas usem”, conta Maria de Lourdes.



