
No painel intitulado Aprendizados e inovações para o futuro do transporte sobre trilhos, coordenado pelo vice-presidente da AEAMESP, engenheiro Alexandre Freitas Pinto, o engenheiro Antonio Marcio Barros Silva, gerente de Operação da Companhia do Metropolitano de São Paulo, fez uma exposição a respeito da segurança e eficiência do sistema.
Ele mostrou diversos projetos dentro do Conceito X. Os projetos são: CCOx – Reestruturação do Centro de Controle Operacional; SCADAx – Nova concepção de operação dos sistemas de controle, ESTAÇÃOx – Visão de futuro para o serviço em 2030, CSCOx – Projeto de Segurança Cibernética. Uma explicação sobre o Conceito X foi oferecida pelo próprio gerente de Operações em outra palestra, retratada na próxima matéria desta edição do Boletim AEAMESP.
Outros projetos focalizados foram: Inspeção dos ambientes das estações com QRCODE; SME3 – Sistema de Monitoramento Eletrônico, com 2607 câmeras, armazenagem de 6,5 petabytes e rede de transmissão de 10 gigabytes, abrigando módulos de sistemas forense, reconhecimento facial e identificação de ocorrências em instalações do Metrô-SP.
E ainda: portas de plataforma, SIM360 – Treinamento Técnico Metroviário com realidade virtual; Metrô Inteligência Artificial (MIA); TOTH – Desenvolvimento de sistema de tratamento de alarmes com uso de machine learning (aprendizagem de máquina). Ele falou também do futuro dos profissionais, apontando como atributos importantes a flexibilidade, agilidade, capacitação, criatividade, comunicação, proatividade, equilíbrio, autoconhecimento e inteligência emocional.
Autonomia no abastecimento hídrico. Camila Rabassa, da ViaQuatro, apresentou projeto que teve como co-autores Adriana Martins dos Santos, Rodrigo Mitsuo Kise, Pablo Rodrigo de Paula e Wellington Oliveira, referente à busca de autonomia no abastecimento hídrico das operações da Linha 4 – Amarela do sistema de metrô de São Paulo. O projeto constatou a viabilidade de poço artesiano no Pátio Vila Sônia em uma das pontas da linha, promoveu a implantação de estação de tratamento de água (ETA), estudou e definiu procedimento para transporte de água para as estações da linha por meio de tubulação interna ao túnel de circulação dos trens.
Infraestruturas. O gerente de projetos do Metrô de São Paulo, Carlos Eduardo Paixão de Almeida tratou do tema central do painel apresentando uma série de iniciativas. Uma delas refere-se ao estudo para redução do diâmetro dos túneis de metrô (de 14,98 metros para 13,98 metros escavado e 12,58 metros interno), com estações construídas no próprio túnel, considerando uma série de vantagens em termos de planejamento da obra, redução prazo e de custos. Outras ações: implantação de elevadores de alta capacidade para substituir escadas rolantes em alguns projetos, utilização de energia solar em uma estação do sistema, automação de estações, e ações de requalificação urbana e paisagismo vinculadas a projetos de ampliação da rede metroviária.


Inovações sustentáveis. O gerente geral de Operação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Vagner Rodrigues, apresentou projetos de inovações sustentáveis implantados ou em implantação nessa operadora. Um deles se refere à Estação Vila Olímpia, da Linha 9 – Esmeralda, a primeira estação sustentável de São Paulo, com recursos como a captação e armazenagem, por mês, de 46 mil litros de água para reuso em irrigação de área verdes e limpeza dos banheiros; remodelagem estrutural para redução de impactos ambientais, implantação de placas fotovoltaicas para obtenção de energia, substituição de lâmpadas convencionais por tecnologia LED, implantação de sistema de recolhimento para reciclagem, em parceria com o Banco Santander. Na sessão, mostrou-se que a CPTM implantou novos serviços, com redução do tempo de viagem em diferentes linhas e mantém o i.ON – Programa de Inovação da CPTM.
Riscos na Linha 15 – Prata. Fechando o painel, Roberto Torres Rodrigues, gerente do Empreendimento Linha 15 – Prata do Metrô de São Paulo, fez uma exposição sobre a gestão de riscos desse empreendimento, antecedido de uma exposição sobre o processo de gerenciamento e governança da expansão da rede. Ele explicou que a gestão de riscos visa identificar os riscos do projeto, determinando suas probabilidade e impactos, e planejar respostas e planos de ação visando à eliminação, mitigação ou aceitação. Ele destacou a importância de haver agilidade na gestão, basicamente com adoção de mentalidade ágil, facilitação da comunicação entre vários atores e equacionamento de prazos máximos e mínimos para que os planos de ação sejam postos em prática.


