No dia 17 de dezembro de 2021, o Governo do Estado de São Paulo entregou a estação Vila Sônia do Metrô, possibilitando a entrada em funcionamento de um novo trecho de 1,5 km da Linha 4-Amarela, operada pela concessionária ViaQuatro.
A estação foi construída em um complexo com terminal de ônibus e passa a atender a 86 mil pessoas por dia. As obras integram um pacote de investimentos do governo paulista, que aportou R$ 2,1 bilhões na construção de cinco estações e túneis da fase 2 da Linha 4-Amarela.
A população pôde começar a utilizar a nova estação no dia seguinte à inauguração, o sábado, 18 de dezembro, entre 10h e 13h. O mesmo horário foi mantido na semana seguinte, sem cobrança de tarifa. Esse formato é chamado de Operação Assistida, executada com objetivo de aperfeiçoar o funcionamento de equipamentos e sistemas da estação e do novo trecho da linha.
A operação será ampliada gradativamente, para funcionar diariamente das 4h40 à 0h00, dentro do padrão do restante da rede do Metrô. Já o terminal de ônibus deverá atender aos passageiros a partir do funcionamento integral da estação.
AEAMESP presente à inauguração
A presidente, engenheira Silvia Cristina Silva, representou a AEAMESP na solenidade de inauguração da Estação Vila Sônia. Em razão da importância de nossa Associação para o setor, Silvia foi convidada ao palco, juntando-se às autoridades e outras personalidades. A seguir, alguns registros da participação da presidente da AEAMESP em diferentes momentos do ato.
Nas três primeiras fotos, está com os dirigentes do Metrô de São Paulo Silvani Pereira, presidente, e Paulo Meca, diretor de Engenharia e Planejamento, e com o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy. Na foto menor, está com o consultor internacional Jorge Rebelo e na última foto, com um grupo de especialistas, entre os quais Francisco Pierrini, CEO das concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade.

CARACTERÍSTICAS DA NOVA ESTAÇÃO
A estação Vila Sônia é a de número 90 do sistema de metrô em São Paulo. Com a entrega desse equipamento, a malha metroviária paulistana passou a ter um total de 102,6 km de extensão em seis diferentes linhas.
Na Linha 4-Amarela, são 12,8 km de extensão operacional, com 11 estações entre Luz e Vila Sônia. Construída como um complexo de integração do transporte público, a nova estação é composta por uma estação de metrô subterrânea e um terminal de ônibus urbanos intermunicipais e municipais.


ASPECTOS DA CONSTRUÇÃO
A estação Vila Sônia tem dois acessos pela Avenida Professor Francisco Morato e com entrada pelo terminal de ônibus, localizado Rua Heitor dos Prazeres, e por uma passarela sobre a Avenida Eliseu de Almeida.
Com 17 mil m² de área construída em 29 metros de profundidade, a nova estação tem nove pavimentos entre acessos, mezanino, bilheterias, áreas de cabos e salas técnicas, além das duas plataformas laterais com 138 metros cada.
A obra exigiu escavação de 82 mil m³ e utilização de 48,5 mil m³ de concreto com 7 mil toneladas de aço. Uma grande cúpula de vidro foi instalada para levar iluminação natural do nível da rua, na entrada do terminal até a estação.
A estação conta com 20 escadas rolantes, 12 fixas, quatro elevadores e uma plataforma elevatória. A acessibilidade também é composta por piso tátil e elementos antiderrapantes nos degraus. Há quatro sanitários públicos, sendo dois acessíveis, e portas automáticas nas plataformas que ampliam a segurança e ajudam no embarque e desembarque.

O TERMINAL DE ÔNIBUS
O terminal de ônibus foi construído com um acesso subterrâneo exclusivo para que os ônibus que vêm pela Avenida Francisco Morato (sentido Taboão-Centro), não precisem parar em semáforos para cruzar a via, agilizando a chegada. O terminal está no nível da rua, sobre a estação e o estacionamento de trens do Pátio de Manutenção Vila Sônia, possuindo ligação direta para a estação através de nove escadas rolantes (sendo quatro na passarela de acesso sobre a rua Eliseu de Almeida), nove escadas fixas e quatro elevadores.
Ao todo, são 22 mil m² de área construída, com uma cobertura metálica de 16 módulos, composta por 980 m² de vidro, 10 mil m² de telhas e extensão total de 212 metros, pesando 482 toneladas. A área destinada exclusivamente à parada dos ônibus e acomodação dos passageiros ocupa 11 mil m² do total construído.




