Descrição: As integrações são a base fundamental de uma rede de transportes racionalizada. Dentro do conceito de tronco-alimentação, os modos de transporte de grande capacidade, tais como metrô e trem, devem complementar-se entre si e ser alimentados pelos modos de baixa capacidade, tipicamente ônibus ou transporte não motorizado. Deste modo, a composição da mobilidade adequada passa, necessariamente, pelo atendimento adequado dos deslocamentos de curta, média e longa distância. O financiamento da integração pode tanto envolver subsídios públicos, com o poder concedente completando a tarifa do passageiro que integra, quanto pode se basear em subsídios cruzados, no qual a própria tarifa paga já contempla a possibilidade da integração. Diante da crise financeira do Estado do RJ, e diante dos últimos ajustes na política do Bilhete Único, foi-se criado um forte de cenário de desintegração tarifária na rede de transportes da Região Metropolitana. Neste contexto, o modelo de financiamento de integração estudado baseia-se no princípio do subsídio cruzado direto, que é especialmente adequado para redes onde o quantitativo de viagens não integradas seja significativamente maior do que o volume de viagens integradas, permitindo que um pequeno aumento na passagem da maioria seja capaz de subsidiar o desconto tarifário para uma minoria. Esta medida ainda apresenta um importante caráter de distribuição de renda, uma vez que o modelo típico de ocupação do solo das grande urbes brasileiras apontam que a população de menor renda reside nos subúrbios mais distantes dos pólos geradores de trabalho e, portanto, estão mais propensos a serem a parcela de passageiros que irão dispor do subsídio em suas integrações.
AUTORES:
Pedro Paulo Silva De Souza – SuperVia

