Descrição: Para que a operação logística mantenha seu desempenho ótimo, é necessário que os ativos se mantenham funcionais. Este objetivo é alcançado com a estruturação de uma política de manutenção adequada. Esta política deve garantir a disponibilidade dos equipamentos, a confiabilidade e segurança da operação com o menor custo possível. Através de benchmarking em ferrovias americanas identificou-se a oportunidade de melhoria da estratégia de manutenção através do modelo de Fast Track. Este consiste no aproveitamento do tempo morto dos vagões após descarga na moega ou pátios intermediários para a realização de intervenções rápidas. Inicialmente avaliou-se, com base na quantidade de vagões e o volume orçado por corredor, o melhor local para implantação do projeto piloto. A partir do estudo da estratégia atual da VLI, considerando o que é executado em oficina e o que poderia ser transferido para os pátios, definiu-se o portfólio de atividades a serem aplicados no Fast Track. Definiu-se a demanda de manutenção, com base no tempo disponível para as intervenções, e elaborou-se o layout operacional. A partir das especificações das tarefas a serem executadas definiu-se os recursos necessários para execução. Por fim criou-se o plano de certificação e capacitação dos colaboradores para atuarem nessa frente de manutenção. A partir desta metodologia reduziu-se em 45% o envio de vagões para oficina, com aumento da disponibilidade física de mais de 0,44% na frota, que representa redução da necessidade de compra de 18 vagões, resultado que pode ser convertido numa economia de mais de R$5.074.285,68.
AUTORES:
Breno Delgado Silva
Vinicius de Alvarenga Leal
Gustavo Barros Castro
Thiago Nunes de Castro
Jésus Jonatan Souza Santos
Breno Carvalho de Oliveira
Gleidson Costa Soares

