Descrição: Os primeiros indicadores são a extensão total da rede e a sua proporção em relação à população da aglomeração urbana (km/habitante – usualmente expresso em milhões). Resultam em informações de fácil leitura, pelo qual são muito usados e por vezes taxados de simplistas. O segundo conjunto correlaciona o comprimento médio de linhas e o número de estações. A partir de seu cruzamento, as redes podem ser classificadas quanto à natureza da cobertura espacial. Têm sido identificadas três formas principais: de “cobertura local”, caracterizada por uma grande densidade, em geral incidindo sobre a área central; de “acessibilidade regional”, linhas longas e menor número de estações; e de “cobertura regional”, que possui as duas características, grande extensão e alta densidade de estações. O terceiro conjunto são os índices oriundos da Teoria dos Grafos (DERRIBLE & KENNEDY, 2010). Grafos podem ser utilizados para redes de transporte em diferentes níveis de aproximação: no nível mais detalhado, temos os modelos de oferta utilizada na modelagem de demanda; no outro extremo podemos realizar uma leitura macro apenas da estrutura principal. É esta leitura que pretendemos aplicar para a análise das redes de alta capacidade. Através da conversão de redes de alta capacidade em grafos planares simples, podemos calcular seus índices de complexidade, conectividade, e o número de seus ‘loops’ (circuitos internos). Assinalamos, por fim, o índice que expressa o número de conexões por linha (c/L), elaborado como ferramenta para a pesquisa citada (ISODA, 2013) para proceder a uma análise preliminar da conectividade de uma rede. Sua vantagem está na simplicidade de aplicação, dispensando a conversão da rede em grafo. Com forma de teste da eficácia destes índices, foram montadas algumas séries históricas e paralelos com sistemas de outras metrópoles, com resultados satisfatórios que abrem possibilidades de leituras diversas.
AUTORES:
Marcos Kiyoto de Tani e Isoda

