Descrição: A explicação mais plausível para a decadência ferroviária é que a tecnologia tradicional não foi modelada para atender de forma satisfatória o cliente de carga geral. O excepcional baixo custo ferroviário, propriedade dos materiais, é insuficiente para conquistar a preferência do mercado. Análise estatística entre número de cargas e resultado indica que sempre que se aumenta o número de tipos carga diminui a produtividade e o resultado econômico. Isto indica que o problema das ferrovias nunca foi de custo, mas apenas de má qualidade dos serviços prestados e assim, pode-se deduzir que inovação para redução de custo serão inócuas para resolver o problema destas ferrovias. Entendido isso, a orientação deste projeto de desenvolvimento tecnológico é remodelar a operação ferroviária no rumo de promover um bom atendimento ao cliente de carga geral, ou seja, a carga embarcada e o contêiner. As infrutíferas tentativas anteriores para superar as deficiências no atendimento deste mercado, segundo a teoria da restrição, indicam que o problema é complexo e que o ataque ao problema, sem resolver todos os fatores limitantes, será incapaz de modificar a relação com o mercado. Os principais fatores limitantes ao ganho de qualidade e de produtividade são: o tráfego em composições, o pátio linear, o transbordo no embarque/desembarque e a especialização de ativos. O projeto envolverá automação de unidade, projeto de pátio rotativo, docas de acesso frontal e sistema de controle. A primeira fase do projeto se dedica ao desenvolvimento de um quite de automação/motorização híbrida, digitalmente controlável, para ser aplicado em truck ferroviário padrão. Os recursos para automação e motorização são oferecidos por indústrias e empresas que operam no país. O quite proposto é constituído de uma adaptação da motorização híbrida de trólebus de 210 kW, transmissão e sistema de freios a disco controlados por eletro-válvula. A meta da primeira etapa é demonstrar que uma motorização digitalmente controlável será possível de ser feita sem superar o investimento da motorização tradicional. O desenvolvimento deverá ser conduzido por uma empresa startup, na forma de um torneio de empreendedorismo universitário. No trabalho serão apresentados os detalhes construtivos e operacionais na proposta de desenvolvimento tecnológico.
AUTORES:
Sergio Pinheiro Torggler

