Descrição:
O combustível é um dos maiores custos da empresa em ferrovias administradas pela VLI (Ferrovia Centro-Atlântica – FCA e Ferrovia Norte-Sul – FNS). Assim, as reduções nessa linha contribuem para a redução dos custos totais e aumentam a competitividade, uma vez que uma melhor tarifa de frete pode ser fornecida aos clientes.
Este trabalho buscou estudar as melhores práticas adotadas pelas ferrovias internacionais para garantir a máxima eficiência energética nos trens. Buscou-se estudar, em especial, os efeitos das diretrizes em termos de operação dos trens pelos maquinistas que garantem o consumo ótimo.
Diversas variáveis externas dificultam que os maquinistas determinem como operar de maneira mais eficiente. A consequência é que o uso de combustível na mesma rota varia entre as equipes. A revisão de literatura descobriu que diferentes práticas aplicadas por ferrovias podem ter um impacto enorme no consumo de combustível. Com base nesta fundamentação teórica, avaliou-se uma massa de dados de viagens para um estudo de caso selecionado (trecho entre Guará e Paulínia, no Corredor Centro-Sudeste da VLI). Neste estudo estatístico, uma variação muito grande foi encontrada na condução do trem praticado pelos diferentes maquinistas. Concluiu-se então que, padronizando as viagens, seria possível uma redução no consumo de diesel (em litros) de 9,6%.
A escolha de um sistema assistente de condução a ser instalado nas locomotivas deste trecho foi então escolhida para auxiliar os condutores de trem, garantindo o melhor desempenho em termos de segurança e eficiência energética, reduzindo a variabilidade. Verificou-se também que existe viabilidade financeira para o uso de tal tecnologia, uma vez que através de avaliações econômicas, aplicando-se o ganho encontrado na análise, foi encontrado um VPL positivo em 10 anos.
Assim, este trabalho conclui que a implementação de uma tecnologia de assistência à condução nas locomotivas do Corredor Centro-Sudeste é de grande valor para reduzir a variabilidade na direção de trens, economicamente viável e terá um impacto muito positivo no consumo de combustível.
Declaro que o presente trabalho é inédito, não tendo sido publicado em livro, revistas especializadas ou na imprensa em geral.
PEDRO HENRIQUE SANTOS SAVOI E SENA

