

A Associação Latino-Americana de Metrôs e Subterrâneos (ALAMYS) organizou uma sessão sobre tendências digitais aplicadas à indústria metroferoviária. A sessão foi aberta por Sebastián Court, secretário geral da ALAMYS e gerente corporativo de Planificação e Desenvolvimento do Metrô de Santiago, Chile.
Court disse: “É uma honra poder participar, poder acompanhar e poder colaborar com um painel em que se pode conhecer também o olhar de nossos associados. O compartilhar experiências, o compartilhar informações, conhecer e escutar a respeito de vossas experiência é para nós justamente o coração da ALAMYS”
A primeira exposição, intitulada IoT para monitoramento contínuo da via, esteve a cargo de Vicenç Rius, diretor de Serviço de Projetos de Instalações Ferroviárias do Metrô de Barcelona (TMB). Ele mostrou como foi constituído o sistema para monitoramento contínuo da via, que garante, entre outros resultados positivos, medições diárias realizadas automaticamente e a possibilidade de realizar medições com a via carregada, dispensando a calibração do traçado (calibra-se apenas o equipamento, constituído de câmara e dispositivo laser), com o que se pode analisar a evolução do desgaste da via. Um dos próximos passos do projeto é a integração desse sistema de medição à plataforma IoT para digitalização e integração de dados de ativos críticos de forma escalável e aberta e que serve para a tomada de decisões em manutenção e operação. Sua exposição foi feita em espanhol, com legendas em português.
Jorge Baeza Guerra, gerente de Segurança da Informação Corporativa do Metrô de Santiago, desenvolveu o tema Convergência TI-OT versus Cibersegurança no Metro de Santiago. Ele mostrou que, considerando os riscos à cibersegurança aportados pela crescente convergência entre a Tecnologia da Informação e a Tecnologia Operacional (em especial quanto às linhas mais modernas – Linha A, Linha B e Linha C – o Metrô de Santiago decidiu implantar o projeto de cibersegurança preventiva, com base em monitoramento em tempo real e visibilidade da rede, prevenção de ameaças cibernéticas, avaliação de vulnerabilidade, gerenciamento e descoberta de ativos, detecção de falhas operacionais, monitoramento de risco e Inteligência Artificial. Sua exposição também foi feita em espanhol, com legendas em português.
A última apresentação coube a Sérgio Luis Silva, gerente de Manutenção e Via Permanente e Estrutura Civil da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Ele mostrou um Aplicativo de gestão inteligente para manutenção de ativos de via permanente. O aplicativo foi desenvolvido com êxito como forma de padronizar, centralizar, garantir a integridade, informatizar, automatizar e gerenciar os dados coletados nas inspeções de vias permanentes, logrando gerar quantificação e histórico de atuações. Entre janeiro e julho de 2020, o aplicativo permitiu redução de 43% no número de falhas, diminuição de 75% do número de usuários prejudicados e aumento de 65% na disponibilidade do sistema. A apresentação foi feita em português, sem tradução para o espanhol.


