
No final da tarde do segundo dia dos trabalhos da 27ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, foi desenvolvida a sessão intitulada Novas tecnologias e o futuro da mobilidade. A moderação foi de Felipe Copche, vice-presidente da AEAMESP.
Tecnologias na Linha 6 – Laranja. Daniel Loureiro, gerente de Operações da Linha 6 – Laranja (Linha Uni), abordou o tema Mudanças na mobilidade e inovações da Linha 6. Entre outros aspectos, destacou o projeto de construção com utilização da tecnologia BIM e o emprego de simulações 3D para fluxo de passageiros, aplicáveis para o entendimento da operação normal e ocorrência de grandes eventos, assim como para a antevisão de ações no caso de ocorrências complexas, como incêndios.
Ele informou também que o centro de controle da Linha 6 – Laranja contará com o Sistema de Apoio à Manutenção (SAM), que terá informações de todos os ativos online. A proposta é tornar o modelo de manutenção mais eficiente, baseado em dados, não somente no tempo de realização de ações regulares. O centro de controle inteligente, dotado do máximo de automação possível, possibilitará decisões rápidas e acertadas, e permitirá também melhor gestão da obsolescência, gestão de ativos e segurança cibernética.
Inteligência Artificial, OKR e Conceito X no Metrô-SP. Ao abrir sua participação, Antonio Marcio Barros Silva, gerente de Operações do Metrô de São Paulo, tratou da questão da Inteligência Artificial e sua importância para liberar os profissionais para outras ações em que a intervenção humana seja efetivamente indispensável.
Ele mostrou o significado do uso da metodologia de definição de metas OKR (Objectives and Key Results) para a companhia, uma vez que reduz a quantidade de horas de treinamento das equipes, garantindo maior eficiência e redução de custos.
Na porção final da apresentação, o gerente descreveu o Conceito X adotado pela Companhia do Metropolitano de São Paulo e sua aplicação específica tanto nas estações quanto no centro de controle operacional do sistema.
O Conceito X compreende postura aberta da liderança para abordagens não convencionais na empresa, com tolerância ao erro e a importância da identificação prévia dos usuários internos e externos do projeto em foco. Abarca também a abordagem de ‘design centrado nos usuário’, com a experiência dos passageiros e dos empregados como norteadores de projeto. E traz a ideia de equipes multidisciplinares e diversas: mais pessoas com pontos de vista diferentes aumentam o repertório da equipe, reduzem riscos e fomentam a inovação.
Evolução e futuro da tecnologia em sistemas de segurança. Engenheiro de Aplicação e gestor de Privacidade da Genetec, Ueric Melo fez uma exposição sobre a evolução e os caminhos futuros da tecnologia aplicada a sistemas de segurança. Basicamente, ele descreveu como os avanços permitiram que sistemas inicialmente dedicados exclusivamente ao monitoramento se transformassem em plataformas de gestão e de inteligência de apoio à decisão e operação. Mostrou como a concatenação de aspectos como conexão, rapidez, inteligência e padronização das operações pavimenta o caminho para que, cada vez mais, a tecnologia da plataforma unificada de gestão e inteligência trabalhe em favor da presteza e segurança das operações.
Baterias em monotrilhos da BYD. Aliandro de Sá Ribeiro, da BYD, abordou as características das baterias em modo de emergência nos trens que serão empregados nos monotrilhos de Salvador (VLT do Subúrbio) e de São Paulo (Linha 17 – Ouro). Foi uma apresentação com diversos detalhes técnicos sobre o funcionamento das baterias.
Ele mostrou que quando o trem está sem falha, o sistema inversor auxiliar recebe energia através dos trilhos condutores, faz as conversões aplicáveis, e fornece energia para todos os equipamentos elétricos do trem. Em situação de emergência, quando o trem está em falha, o conjunto de unidades da bateria de armazenamento de emergência de bordo fornece energia para a tração do veículo e as baterias de 110 v e 24 v fornecem energia para cargas de baixa tensão. Já em situação de resgate, com o trem em falha e sem condição de tração pelas baterias de armazenamento, as baterias 110 v e 24 v mantêm o fornecimento para cargas de baixa tensão enquanto o veículo aguarda o resgate.
Uma exposição sobre o Aeromóvel. Marcus Coester, CEO da fabricante Aerom, apresentou a tecnologia e as virtudes do Aeromóvel: opera em via segregada, é automatizado, é portador de sistemas redundantes e ostenta flexibilidade construtiva. É também intrinsecamente seguro. Executa velocidade máxima de 80 km/h. Inscreve-se entre os veículos de média capacidade, pois pode transportar até 24 mil pessoas, por hora e por sentido. Oferece acessibilidade universal e apresenta adequação às normas de abalo sísmico.
O dirigente informou que o Aeromóvel adota propulsão pneumática – motores propulsores 100% elétricos, externos aos veículos, opção que reduz o peso de cada veículo Há utilização de roda trilho. Explicou que o sistema tem zero emissão e não apresenta risco de colisão, ostenta reduzido custo operacional com baixo consumo de energia, e uma série de outras vantagens: fácil integração multimodal, acesso facilitado às estações, aceleração e desaceleração suaves, veículos climatizados, entretenimento a bordo, reduzidos tempos de espera e viagem, design para biossegurança. Além disso, tem baixa ocupação do solo e a via elevada libera a área no nível do solo para outras funções e atividades.
Sobre o sistema a ser adotado no Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, informou que terá capacidade para dois mil passageiros por hora e por sentido, extensão de 2.731 metros, três veículos por composição (com capacidade para 200 passageiros).O tempo de viagem de será de seis minutos e headway mínimo também de seis minutos.


