Diplomata e ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos e na Inglaterra, Rubens Barbosa ressalta a importância de os governantes priorizarem o potencial competitivo do setor metroferroviário para avanços econômicos e sociais.
São Paulo, 24 de setembro de 2026 — A mobilidade urbana e a infraestrutura logística sustentável exigem uma visão mais estratégica dos governantes no Brasil.
Para o diplomata e ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos e na Inglaterra Rubens Barbosa, a gestão pública precisa priorizar o potencial competitivo do setor metroferroviário para o progresso econômico, a transição energética e a melhoria das condições sociais no País.
Com vasta experiência em relações internacionais e comércio exterior, Rubens Barbosa levou uma perspectiva macroeconômica e geopolítica para o centro dos debates da 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, promovida pela AEAMESP e realizada no início de setembro, em São Paulo, com mais de 1,5 mil participantes.
Os posicionamentos apresentados pelo diplomata estimularam reflexões entre lideranças do setor e deram continuidade aos diálogos após sua participação no evento.
“O Brasil não conseguirá consolidar sua inserção competitiva no comércio global e nem cumprir suas metas ambientais se continuar refém de uma matriz de transporte desequilibrada. O modal ferroviário vai além da pauta da mobilidade, é um ativo estratégico para reduzir o custo Brasil, atrair capital estrangeiro de longo prazo e posicionar o país ainda mais na condição de líder em economia de baixo carbono perante as grandes potências”, ressaltou Rubens Barbosa durante o evento.
O diplomata chamou a atenção de autoridades públicas, executivos do setor privado, especialistas, acadêmicos e formadores de opinião ligados ao mercado metroferroviário para os desafios de políticas de mobilidade que, em sua avaliação, ainda estão distantes da realidade observada em países mais desenvolvidos.
“Vejo com preocupação a evolução do transporte urbano sobre trilhos no Brasil. Os últimos governos deixaram o tema em segundo plano. O Rio de Janeiro talvez seja uma das poucas exceções. Em São Paulo, há vários anos vemos as construções de vias, mas a utilização ainda é muito limitada em relação à necessidade da grande metrópole”, comentou Rubens Barbosa.
O papel da AEAMESP e o futuro do setor
O debate sobre mudanças climáticas e matriz energética relacionada ao transporte sobre trilhos, estimulado pela AEAMESP durante a 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, também esteve entre os pontos abordados pelo diplomata.
Segundo sua avaliação, os avanços nessa área ainda encontram obstáculos relacionados à velocidade de implementação de políticas públicas e à contratação de energia limpa.
O setor metroferroviário ganha relevância nesse contexto por possibilitar a substituição de combustíveis fósseis, como o diesel, por fontes de energia mais limpas e de menor impacto ambiental, contribuindo para a redução de emissões e para o enfrentamento dos efeitos de eventos climáticos extremos nas cidades.
Para que ocorram avanços ainda mais significativos na transição energética, com impactos no crescimento econômico, na justiça social e na preservação ambiental, Rubens Barbosa destacou a importância de ampliar o diálogo entre o setor e a sociedade civil.
“Tive muita honra em participar e discutir o lugar do Brasil no mundo e suas vulnerabilidades, entre elas a logística, no evento. Entendo que a entidade pode mostrar a importância do transporte urbano sobre trilhos para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida nas cidades”, finalizou Rubens Barbosa.
Sobre a AEAMESP
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP é uma comunidade técnica e científica de referência no setor metroferroviário brasileiro.
Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou-se como espaço de conhecimento, inovação, desenvolvimento e intercâmbio profissional, promovendo debates voltados à evolução sustentável da mobilidade urbana.
Como ponto de encontro entre os setores público, privado e acadêmico, a AEAMESP atua na discussão e promoção de soluções para o desenvolvimento do transporte sobre trilhos no Brasil.

