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15 de setembro de 2017 por admin

Porque a América Latina deve redefinir o planejamento urbano

Porque a América Latina deve redefinir o planejamento urbano
15 de setembro de 2017 por admin

Constantin Dellis, chefe da Secretaria Geral da Associação Latino-Americana de Metrôs e Subterrâneos (ALAMYS), aproveitará seu espaço no painel 2 da 23ª SEMANA DE TECNOLOGIA METROFERROVIÁRIA, que tem como tema “O impacto do metrô no desenvolvimento urbano”, para apresentar um documento de análise com o título “Porque o desenvolvimento de projetos de transporte sobre trilhos é a melhor opção para a sustentabilidade das grandes cidades latino-americanas.”

O  texto dará suporte a ação a ser desencadeada pela ALAMYS com apoio da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP e outras organizações brasileiras do setor, visando demonstrar, para os tomadores de decisão na esfera governamental, as vantagens técnicas, econômicas, políticas, sociais e ambientais trazidas pela implantação ou ampliação de modos de transporte de passageiros sobre trilhos como elementos estruturadores do transporte público nos maiores centros urbanos e ponto de apoio fundamental para a transformação da realidade das metrópoles latino-americanas.

Programado para o dia 20 de setembro de 2017, das 10h40 às 12h, o painel da ALAMYS reunirá ainda especialistas dos metrôs da cidade do Porto (Portugal), Santiago (Chile) e Medellín (Colômbia).

Transformando cidades latino-americanas

O documento está estruturado em dois segmentos principais, seguidos de uma súmula das conclusões e da indicação de referências concernentes aos dados e conceitos apresentados.

O primeiro segmento trata de oferecer elementos que indicam porque a América Latina deve redefinir o planejamento urbano, considerando, no caso dos grandes centros, a reformulação do papel dos sistemas de transporte público – em especial os sistemas sobre trilhos – para torná-los elementos de indução do progresso, da qualificação das cidades e do bem-estar de suas populações.

Essa parte serve de pano de fundo para o tema central do documento, oferecendo elementos a respeito da urbanização latino-americana e alguns de seus principais problemas. O documento aponta a necessidade de reversão de um quadro marcado pela falta de vontade política e, consequentemente, pela ausência de recursos para ações de planejamento que possam transformar as metrópoles e as maiores cidades da região.

De modo geral, esses grandes centros ostentam tipologia urbana marcada por uma dicotomia: a existência de áreas que abrigam, além das melhores residências e infraestruturas qualificadas, também as instituições públicas e empresas privadas, a maior parte dos empregos e todos os tipos de serviços, em contraposição as grandes periferias destinadas essencialmente a servir de dormitório às populações  de baixa renda, “condenadas a viajar longas distâncias, com dificuldade, para realizarem as suas atividades cotidianas em outros locais”.

O texto salienta que, em 2017, a América Latina conta com 647 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 79% moram nas cidades, e segue apresentando propensão ao aumento de suas populações urbanas nos próximos anos. E que tal situação amplia a pressão para atendimento das necessidades de mobilidade, de modo a garantir o acesso “democrático, equitativo e eficiente” de toda população aos diferentes bens e serviços que as cidades oferecem.

Todo esse contexto evidencia a importância da implantação e ampliação de sistemas de transporte público – os sistemas sobre trilhos, de alta capacidade, integradamente com os outros modos eficientes de transporte – para apoiar o desenvolvimento e o progresso das cidades e assegurar às pessoas o direito fundamental de melhorar substancialmente a sua qualidade de vida.

Os pontos em favor dos trilhos urbanos

Na segunda parte do documento, são apresentadas quatro razões que justificam a implantação de projetos metroferroviários nas cidades latino-americanas. Os sistemas metroferroviários são mais rápidos, confiáveis e seguros, com atributos como pouca ou nenhuma interferência de outros modos, maior frequência, regularidade dos tempos de viagens e de espera, melhor oferta de informações aos usuários, e, ainda, melhores condições de conforto, bem como segurança relativa a acidentes e a ações criminosas.

Com base em exemplos internacionais, o documento destaca elementos indicativos de que os sistemas metroferroviários revalorizam as cidades e aumentam o valor agregado das propriedades instaladas em seus arredores, possibilitando que o poder público recupere, para possíveis novos financiamentos, os montantes investidos em infraestruturas concernentes à implantação de metrôs.

O estudo também traz elementos demonstrativos de que os sistemas metroferroviários apresentam alta eficiência no uso do espaço urbano, no consumo de energia e quanto a emissões ao meio ambiente. E de que asseguram para toda a sociedade menores custos econômicos e, mais do que isso, expressiva economia de recursos públicos, das empresas privadas e dos cidadãos, quando se consideram todas as suas externalidades positivas, entre as quais, redução de tempos de deslocamento, diminuição de congestionamentos, emissões de poluentes e de acidentes de trânsito.

Subsídios operacionais para o transporte público

O documento de análise toca ainda num ponto consideravelmente sensível para os gestores e os passageiros nas cidades brasileiras: a questão do custeio dos sistemas de transporte coletivo diante da necessidade de garantir a modicidade da tarifa para o usuário, sem sacrificar a qualidade das infraestruturas e dos serviços. O texto aponta que os níveis de subsídio são baixos na América Latina, enquanto na América do Norte, Europa e Oceania, os sistemas contam com níveis significativos de subsídio operacional, suportados por diferentes fontes, inclusive recursos públicos. E mostra o exemplo de grandes cidades asiáticas nas quais parte considerável do custo operacional dos sistemas é coberta com receitas não tarifárias, geradas por meio de um arcabouço jurídico que facilita o negócio para os operadores.

Serviço
23ª SEMANA DE TECNOLOGIA METROFERROVIÁRIA e METROFERR Lounge Experience
Data: 19 a 22 de setembro de 2017
Horário dia 19: 14 às 17h30
Horário dias 20 a 22: 9h00 às 17h40
Local: Universidade Paulista – UNIP – Campus Paraíso
Endereço: Rua Vergueiro, 1.211, São Paulo/SP

Credenciamento dos Jornalistas – Katia Siqueira
e-mail-siqueira.katia@digitalassessoria.com.br
11-3667-0640/997406122.

Confira a programação preliminar: http://www.aeamesp.org.br/23semana/programacao/


Assessoria de Imprensa da AEAMESP
Digital Assessoria Comunicação Integrada
(11) 3667-0640/ (11) 5081-6064 /(11) 9 9740-6122
Katia Siqueira – siqueira.katia@digitalassessoria.com.br
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