Descrição: Cada vez mais, observamos – e sofreremos – com os movimentos migratórios campo-cidade já constatados e apontados em estudos recentes da ONU pelo mundo afora. A consequência disso aqui é que não estamos preparados para absorver essa enorme quantidade de gente em busca de emprego e melhores condições de vida. A falta de políticas de planejamento e ordenamento sobre o uso do solo, atrelados à falta de recursos só fazem agravar o problema há muito já visível e sem aparente solução ou mesmo de médio prazo, sobretudo, que acompanhe ou traga uma solução paliativa frente a velocidade dessas mudanças em curso. Nessa mão dos fatos, os transportes públicos carregam o desafio diário de garantir e zelar pelo deslocamento de 20 milhões de pessoas contidas na região metropolitana de São Paulo quase que ininterruptamente. Diante dos fatos e agravantes relacionados às diferentes e diversas externalidades negativas como poluição, acidentes de trânsito, perdas de produtividade e etc. é preciso um novo olhar para os velhos e conhecidos problemas das Urbes: é passada a hora de “combinar o jogo com a sociedade” no sentido de revermos os discursos políticos e de políticas públicas aplicadas aos transportes nas cidades, na linha das “as cidades que queremos”… E, a necessidade de mudança desse status quo – que perdura há anos – naturalmente implica em ganhos e perdas para este ou para aquele segmento que atua nessa cadeia, por que vai exigir restrições severas, a exemplo do transporte individual – como premissa já apontada, em prol do transporte de massa. Assim, o que se pretende contemplar nesse trabalho é uma visão de marketing social, de comunicação pública, de informe social com a sociedade….visando a mudança de modelo econômico para uma sociedade de baixo carbono, conectada, em rede, colaborativa. Esse entendimento demanda um enorme esforço de comunicação para que as pessoas se convençam da necessidade e estejam dispostas a fazer um novo “contrato social” entre sociedade e ente público! Resumidamente, é disso que vamos procurar tratar: das necessidades urgentes de mudanças a partir do convencimento junto à população a partir do uso das ferramentas adequadas de marketing social para nos convencer a todos da necessidade de investimentos para a melhoria e ampliação dos serviços de transportes públicos de massa nas cidades, justificando que o que se perde do jeito que está é bem maior do que o poderia estar sendo investido no caminho da reparação e reorganização das cidades.
AUTORES:
Alberto Galvão Branco

