Descrição: O transporte público é um dos principais serviços para o desenvolvimento das cidades, no entanto a realidade brasileira vivencia uma má gestão pública deste serviço, comprovada por parâmetros como tempo de construção, custo final da obra e a qualidade do serviço. Apesar das obras de infraestrutura serem alçadas como soluções por parte da classe política, estas acabam não sendo entregues conforme esperado, muitas vezes pela simples falta de uma adequada gestão de riscos daqueles projetos. Este trabalho trata da implantação da gestão de riscos na Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, com enfoque no processo da gestão de riscos nesta que é uma empresa pública de transportes e como esta metodologia pode ajudar no desempenho de suas obras de expansão da linha metroferroviária da cidade de São Paulo-SP. Como orientação para o estudo de caso, buscou-se o referencial teórico inerente ao tema, realização de pesquisa bibliográfica e entrevistas com analistas do PMO e membros da equipe de projetos do Metrô e também da consultoria Accenture, a qual esteve envolvida neste processo. Dentre os resultados obtidos, tem-se que apesar da implantação de uma nova metodologia verificou-se um teor conservador na gestão de riscos das obras por parte da empresa. Observou-se também que o envolvimento do PMO foi crucial para o desenvolvimento do processo de implantação do processo de gestão de riscos. Além disso, o desempenho do projeto é uma medida que no estágio atual não se verificou grandes ganhos com a inserção de uma nova metodologia. No entanto, verificou-se a importância da gestão de riscos, sob a percepção dos entrevistados como uma importante ferramenta para melhorar a construção de novas linhas, e, por conseguinte obter uma melhor gestão do serviço público
AUTORES:
Alexandre Nonato Silva

