
Está disponível para baixar e consultar o Relatório Anual 2022 da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), que sumariza a atuação do 22 comitês da entidade relativamente a investimentos nos setores da infraestrutura.
A publicação também aponta temas relevantes a serem tratados neste ano a partir das avaliações dos empresários e especialistas, desenha os cenários econômico e de investimentos para 2022 e apresenta os pontos prioritários da agenda legislativa da infraestrutura.
Plataforma e Livro Azul. Na página 12, o relatório mostra que depois de lançar o Livro Azul da Infraestrutura – publicação que consolida todos os projetos de concessões e PPPs da União, dos Estados e do Distrito Federal (Boletim AEAMESP fez matéria específica a respeito, clique aqui) –, a ABDIB apresenta uma plataforma digital com mais de 1.600 projetos nas áreas de infraestrutura econômica social . Um quadro com a projeção de investimentos para os segmentos de transporte e logística mostra previsão dos seguintes totais para este e os próximos anos: 2022, R$ 15,8 bilhões; 2023, R$ 24 bilhões; 2024, R$ 34,7 bilhões; 2025, R$ 29,1 bilhões e 2026, R$ 20,7 bilhões.
Engenharia. Quanto às ações do Comitê de Engenharia, expostas na página 28, a ABDIB frisa que permanece o propósito de disseminar a melhor técnica, com divulgação de informações sobre as melhores práticas, tendências, modelos de planejamento e contratação de obras e serviços. Integra essa pauta o BIM (Building Information Modeling),uma tendência que se consolida cada vez mais no setor de engenharia consultiva e construção.
Ferrovias. Na página 48 estão inseridas as ações do Comitês de Ferrovias, que identifica um processo de expansão da infraestrutura do setor decorrentes do fato de propostas de investimentos via autorização se juntarem a programas de renovação de concessões. Diz o texto: “O setor ferroviário segue com movimentação intensa, fruto da evolução do programa de renovação de concessões vigentes mediante pacotes significativos de investimentos e da carteira de projetos públicos que, posteriormente, serão transferidos para o setor privado concluir investimentos e operar. A isso se somaram as propostas de segmentos férreos para serem viabilizados via autorização, modalidade contratual inserida no marco regulatório via Medida Provisória 1.065/2021”.
Mobilidade Urbana. O Comitê de Mobilidade Urbana expõe suas atividades a partir da página 54 do relatório. O texto informa que o estabelecimento do instituto da Autoridade Metropolitana de Transportes constitui a proposta número 1 nesse segmento. A ideia é criar as bases para a ampliação da participação privada na oferta dos serviços de transporte de passageiros. Segundo o relatório, no Congresso Nacional, tramita o Projeto de Lei PL 4.881/2012, que introduz o conceito da Autoridade Metropolitana de Transporte para organizar a governança entre os governos e órgãos públicos e exercer funções de planejamento e operação dos serviços de transportes públicos em regiões metropolitanas e aglomerações urbanas.


