Descrição: Nas linhas do MetrôRio, existem diversos cabos óticos com dezenas de fibras óticas cada um. Normalmente os cabos têm várias fibras sobressalentes, e basta apenas uma para que o sistema DAS possa funcionar. A ideia é utilizar essa fibra conectada a um equipamento próprio para esse fim, já existente no mercado por vários fabricantes, e um software especifico para análise desses dados. Uma única fibra pode funcionar como detector em fibras de até 40 Km, e detectar passos a uma distância de cerca de 5 a 10 metros da fibra. A precisão do local em que ocorre o evento chega a 10 metros. A fibra ótica atua como se fossem microfones a cada 5 metros ao longo de toda a linha, e um software se encarrega dos cálculos necessários para decodificar esses “sons” e os compara com sons que já tem “assinatura” registrada (como passos, por exemplo) para gerar alarmes. Da mesma forma, um trem com calo em uma roda apresenta um padrão acústico característico e cadenciado e que acompanha o trem ao longo da linha, assim como um trilho rachado possui uma mudança detectável no padrão acústico com a passagem das rodas dos trens sempre no mesmo local. O mesmo princípio de detecção acústica pode ser utilizado para detectar a posição de todos os trens em tempo real, com precisão de 10 metros, daí extrair a posição, velocidade, headway e aceleração dos trens de toda a linha em tempo real. Sensores acústicos distribuídos com fibras óticas já estão começando a estar em uso ao longo de gasodutos e oleodutos, mas têm pouca utilização ainda em ferrovias.
AUTORES:
Mauro Galassi Caputo

