Descrição: Atualmente o sistema de bilhetagem da CPTM opera com o uso de duas plataformas tecnológicas diferentes de cartões/bilhetes, o Bilhete Edmonson e os cartões inteligentes, o que implica no uso de equipamentos diferentes para operar cada uma destas tecnologias. As famílias de cartões inteligentes aceitas na CPTM são: o Bilhete Único, Cartão BOM, Cartão Benfácil e Cartão SIM, que utilizam a mesma plataforma tecnológica: padrão Mifare Standard da Philips e são encapsulados numa estrutura similar (chip e corpo do bilhete). O Bilhete Edmonson é comercializado somente na modalidade unitária (um direito de viagem), enquanto que os cartões inteligentes são disponibilizados em várias modalidades, layouts e funções, destinando um cartão diferente para atendimento a cada categoria de usuário (comum, estudante, etc.). Ao mesmo tempo em que é oferecido ao usuário as vantagens das modernas tecnologias de bilhetagem, o Bilhete Edmonson ainda é mantido a fim de atender o usuário que não possui um cartão inteligente em seu poder, que utiliza a CPTM eventualmente ou ainda que não dispõe de tempo ou recursos para cadastramento ou aquisição de um cartão inteligente. Este sistema de bilhetagem é de complexa operação, não permitindo soluções padronizadas para quaisquer alterações ou interferências, implicando na adoção de diferentes ações para manter as duas plataformas sempre operacionais, elevando os custos do sistema. Os valores dos custos de cada tipo de bilhete/cartão são diretamente proporcionais aos índices de falhas acarretados pelo seu uso nos bloqueios, sendo que o Bilhete Edmonson responde por mais de 75% das falhas ocorridas na validação da viagem. Com a evolução tecnológica dos meios de validação do direito de viagem, uma grande disponibilidade de bilhetes/cartões passou a ser apresentada como alternativa a plataforma Edmonson. Com o intuito de viabilizar a substituição do Bilhete Edmonson, foi realizado um estudo que analisou, dentre as tecnologias disponíveis, qual poderia ser utilizada na CPTM, culminando com a recomendação do uso da tecnologia do QR Code. A fim de promover um melhor conhecimento desta tecnologia, a CPTM implantou um programa piloto para testar a uso do QR Code como meio de validação do direito de viagem. Para tanto, foi realizada uma parceria com a empresa Autopass para a implantação, durante um período de testes, de validadores e toda infraestrutura necessária ao funcionamento do sistema de bilhetagem por QR Code, utilizando códigos impressos e vendidos nas bilheterias e validados em um bloqueio específico. Durante este período não houve o teste de uma solução pronta, mas sim, o desenvolvimento de um sistema que se ajustasse as necessidades da CPTM. Para tanto, ocorreram feedbacks operacionais periódicos e a efetivação de ajustes no sistema conforme as solicitações do pessoal da CPTM. O sistema se mostrou confiável e viável, permitindo obter informações detalhadas sobre a bilhetagem em tempo real. Os parâmetros operacionais desejáveis foram satisfeitos: tempo de venda <= 10 segundos e capacidade dos bloqueios >= 15 pessoas por minuto. A repercussão na mídia foi positiva para a CPTM, com matérias enfocando a redução dos custos e a evolução tecnológica, com possibilidade futura de usuários validarem as viagens com celulares. O número de vendas realizadas foi bastante significativo, com fácil assimilação da nova tecnologia pelos usuários. Os feedbacks fornecidos foram majoritariamente elogiosos, com registros sobre a rapidez da validação, inovação tecnológica e praticidade.
AUTORES:
Fernando Henrique de Moraes

